COMISSÃO PASTORAL DA TERRA

 

 

Conflitos

Mais de 70 entidades assinam manifesto que denuncia a violência e a omissão do INCRA no Mato Grosso

Nesta terça-feira, 27 de julho, a Comissão Pastoral da Terra no estado do Mato Grosso (CPT-MT) e diversas entidades de direitos humanos iniciaram em Cuiabá a 1ª Semana de Resistência Camponesa, sendo a primeira ação o lançamento do relatório Conflitos no Campo Brasil 2020. O ato de apresentação dos dados ocorreu na entrada da sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), no Centro Político Administrativo da capital, às 14 horas. As famílias camponesas chegaram ao órgão na manhã desta terça com o intuito de reivindicar a destinação de áreas da União para a reforma agrária.

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No Centro-Oeste, Mato Grosso lidera ocorrências de conflitos por terra em 2020

A Comissão Pastoral da Terra no Mato Grosso (CPT-MT) lança, às 14 horas desta terça-feira, 27, na porta da sede do INCRA em Cuiabá, como parte da programação da 1ª Semana de Resistência Camponesa, a 35ª edição do relatório Conflitos no Campo Brasil 2020. A publicação reúne dados sobre os conflitos e violências sofridas pelos trabalhadores e trabalhadoras do campo brasileiro, bem como indígenas, quilombolas e demais povos tradicionais do campo, das águas e das florestas.

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CARTA PÚBLICA DOS QUILOMBOS SANTA MARIA DOS MOREIRAS, JERUSALÉM E BOM JESUS, MUNICÍPIO DE CODÓ/MARANHÃO

Quilombos Santa Maria dos Moreiras, Jerusalém e Bom Jesus, no município de Codó-MA, denunciam impactos ambientais em Carta Pública.  

Confira: 

Nosso Quilombo é centenário, com mais de cinco gerações. Hoje somos 58 famílias com 20 anciãos, 89 adultos mulheres e homens, 49 jovens, 14 adolescentes, 50 crianças, totalizando 222 pessoas com profunda relação com nossos ancestrais. Nosso povo naturalmente vai se multiplicar. Portanto, não queremos a diminuição do nosso território, chão sagrado, marcado com o sangue e suor dos nossos antepassados.

Se alguém alegar que não temos muita produção, é engano de quem achar, pois há mais de cem anos nosso povo produz e se reproduz neste chão com nosso próprio modo. Aqui nós tiramos o sustento da vida e criamos nossos filhos e filhas, netos e netas, bisnetos e bisnetas, tataranetos e tataranetas, assim por diante.

Não queremos o QUILOMBO para ser desmatado. Queremos nosso QUILOMBO para continuar existindo e cuidando da nossa MÃE TERRA, preservar e cuidar bem dele para que os nossos ancestrais e encantados continuem conosco nos protegendo. Queremos proteger e preservar o BOQUEIRÃO DO CACAU, A SERRINHA, preservar a SERRA DO VERDIANO, O CHAPADÃO DA MACAÚBA, precisamos cuidar do OLHO D’ÁGUA DO TAMBURI, preservar o CARRASCO DO PEIXE e do FINCA PÉ.

Todos esses lugares citados estão dentro do nosso território. Não podemos e não queremos viver sem eles, a existência do nosso povo depende desses lugares. Se tudo isso for tirado de nós, o ESTADO estará tirando a nossa vida, a começar pelos nossos filhos e filhas, netos e netas, bisnetos e bisnetas, tataranetos e tataranetas, porque se formos expulsos para a cidade sem condições de se manter lá, nossos filhos e filhas vão cair na marginalidade e serão ASSASSINADOS PELO TRÁFICO DE DROGAS e pela POLÍCIA DO ESTADO, cuja bala tem preferência pela juventude preta.

Nós somos todos PRETOS e PRETAS, SIM! E nos orgulhamos de sermos descendentes de um povo que jamais aceitou ser submetido, um dia sequer, dos 350 anos de escravidão e açoite. Neste país sofremos racismo de várias formas. Então queremos que as autoridades competentes nos ajude mantendo a integridade do nosso território. Não queremos terra pra vender. Queremos nosso território livre para viver.

Quilombo Santa Maria dos Moreiras, Jerusalém e Bom Jesus, Codó-MA


 Foto: QUILOMBO SANTA MARIA DOS MOREIRAS, JERUSALÉM E BOM JESUS

O estado do Pará lidera o ranking de ocorrências de conflitos de terra no Brasil em 2020

O Centro de Documentação da Comissão Pastoral da Terra (CPT) Dom Tomás Balduino – CEDOC – documentou e sistematizou 1.576 ocorrências de conflitos por terra em 2020 no Brasil, o maior número registrado desde 1985, quando o relatório começou a ser publicado, 25% superior a 2019 e 57,6% a 2018. Esses conflitos envolveram 171.625 famílias em todo o país. Quando analisamos os dados da Amazônia Legal e do estado do Pará, historicamente o estado mais violento do Brasil em relação aos povos do campo, das águas e das florestas, os números nos mostram que o projeto devastador sobre os territórios da Amazônia se mantém.

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CPT-MA divulga nota sobre assassinato de trabalhador rural em Codó

No último final de semana, mais um trabalhador rural foi assassinado no Maranhão. Esta já é a quarta morte em decorrência de conflito no campo registrada no estado, apenas neste ano de 2021. A CPT Regional Maranhão divulga nota de pesar pela morte do trabalhador e cobra do Estado uma resposta ante a escalada de violência no campo maranhense.

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CPT Pará fará lançamento regional do relatório Conflitos no Campo Brasil 2020

Amanhã, 13 de julho, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) regional Pará fará o lançamento no estado da publicação anual da CPT, Conflitos no Campo Brasil 2020. É a 35ª edição do relatório que reúne dados sobre os conflitos e violências sofridas pelos trabalhadores e trabalhadoras do campo brasileiro, bem como indígenas, quilombolas e demais povos tradicionais do campo, das águas e das florestas.

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