COMISSÃO PASTORAL DA TERRA

 

 

 

Benedito Ferraro. Foto: João Zinclar.Debater sobre a conjuntura eclesial e refletir sobre os novos desafios da igreja na atualidade. Esse foi o objetivo da atividade realizada na tarde desta terça-feira, dia 18, durante o III Congresso Nacional da CPT. Os 900 participantes realizaram o debate com a contribuição da assessoria do teólogo Benetido Ferraro. A análise de conjuntura eclesial do III Congresso da CPT teve como ponto de partida a importância histórica das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), pastorais sociais e CNBB, e a inserção na luta pela libertação dos pobres e excluídos.

De acordo com o teólogo, o apoio da Igreja na luta e resistência da classe trabalhadora modificou a compreensão de fé que a Instituição até então vinha construindo no Brasil. A partir da teologia da libertação, nos últimos 50 anos, o trabalho das CEB’s e Pastorais Sociais envolveu a Igreja no enfretamento dos problemas sociais, como saúde, terra, água, educação, moradia e violência. “O trabalho das CEB’s mudou a cara da Igreja no Brasil porque trouxe para dentro dela os problemas do povo”, afirma Benedito.

Foto: João Zinclar.Segundo o teólogo, o cenário atual é de um distanciamento, de parte da Igreja, dos problemas do povo brasileiro e da necessidade de maior formação teológica, política e econômica para os religiosos e religiosas. Durante o debate na plenária, os agentes e trabalhadores colocaram como um dos grandes desafios da Igreja na atualidade a necessidade de um envolvimento maior da Instituição com as comunidades; o compromisso pela transformação social, com as lutas sociais, do campo e da cidade, além de ressaltarem a importância do fortalecimento da Igreja na Campanha pelo Limite da Propriedade da Terra.

Benedito Ferraro ressaltou ainda a necessidade de a Igreja refletir sobre um novo modelo eclesial. “As mudanças sociais ocorridas nos últimos anos colocou, para a Igreja, a necessidade também de mudanças”, destacou. A diversidade de crenças que existem hoje no Brasil e no mundo coloca para a Instituição o desafio de repensar novas relações e ações conjuntas para o fortalecimento da fé e da superação dos problemas sociais.

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