COMISSÃO PASTORAL DA TERRA

 

 

 

De 14 a 18 de junho de 2005, na Cidade de Goiás, foi realizado o II Congresso Nacional da Comissão Pastoral da Terra, CPT. O Congresso teve como lema “Fidelidade ao Deus dos Pobres, a serviço dos povos da Terra”.

 

A Cidade de Goiás foi escolhida para a realização deste evento por duas razões principais. A primeira, porque a Diocese de Goiás incorporou a Pastoral da Terra, desde o primeiro momento e destacou-se, ao longo dos anos, pelo apoio que tem dado às lutas e reivindicações dos trabalhadores do campo da região. A segunda, porque, a Diocese abriu de par em par as portas para acolher este acontecimento.

Os Congressos são grandes momentos que envolvem um número significativo de trabalhadores e trabalhadoras do campo e agentes de pastoral. Neles se apontam o rumo das ações da CPT e se definem os grandes eixos de sua atuação.

 

A arquitetura do II Congresso

A arquitetura do segundo congresso foi desenhada para que as experiências dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e dos agentes de pastoral sejam a matéria-prima da reflexão a ser desenvolvida.

A cada dia se realizaram 20 oficinas. Em cada um delas foi analisada uma experiência. No primeiro dia em torno ao tema terra, questão fundiária, questão agrícola. No segundo dia em torno ao tema água, e no terceiro, em torno ao tema direitos. Em grandes plenárias foram apresentadas sínteses dos temas debatidos e os assessores convidados analisaram e aprofundaram o que foi apresentado, acentuando pontos convergentes e os desafios que esta realidade apresenta.

Atuaram como assessores o geógrafo Prof. Ariovaldo Umbelino de Oliveira, da USP, e o professor Elben Andrade, da Universidade Federal do Acre, que abordaram a temática em torno a terra. O professor João Abner, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, assessorou o debate em torno à temática água. Jean Pierre Leroy, ex-relator nacional para o meio-ambiente da plataforma Dhesca, e o advogado Elmanno, abordaram os temas ligados aos direitos.

O professor Emir Sader e o monge beneditino, Marcelo Barros, abriram as reflexões do congresso destacando os aspectos mais marcantes da atual conjuntura política, econômica, social, cultural e ambiental nacional e os reflexos que aqui eram sentidos da conjuntura internacional. Também a conjuntura eclesiástica foi abordada. 

As experiências analisadas, as reflexões dos assessores, a análise da conjuntura e os debates que foram realizados, indicaram os rumos para a CPT e as grandes questões que deveriam ser enfrentadas por ela, nos próximos quatro anos.

Ao lado das oficinas, palestras e debates grandes momentos celebrativos marcaram o congresso. O último momento do Congresso marcou o início da II Festa da Colheita que a Diocese de Goiás e a CPT local organizam.    

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