COMISSÃO PASTORAL DA TERRA

 

 

 

“Se eu me calar, quem os defenderá?” Com essa reflexão, a partir do testemunho de Padre Josimo, a CPT Araguaia Tocantins iniciou, ontem (22), o Dia Nacional de Formação, em sintonia com os demais regionais que também celebraram os 41 anos da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

 

(Por Evandro Rodrigues, agente da CPT Araguaia Tocantins | Imagens: CPT)

No Dia Nacional de Formação, agentes, camponeses, camponesas e alguns alunos da Universidade Federal do Tocantins (UFT) celebraram os 41 anos da CPT e participaram da oficina de formação sobre registro de conflitos no campo, facilitada por Cássia Regina, coordenadora do Centro de Documentação Dom Tomás Balduino da CPT.

A celebração teve inicio com uma mística que nos fez refletir sobre a missão da CPT a partir da atuação de Padre Josimo, mártir da terra assassinado em 1986 por causa de sua atuação com os pobres da terra. Também foi um momento de reafirmarmos nosso compromisso com a missão profética e pastoral da CPT.

Cássia iniciou a formação questionando sobre o objetivo de estarmos discutindo esse tema. Para Valéria Pereira, o objetivo é fortalecer a dinâmica de documentação dos conflitos no campo no estado e conhecer melhor as ferramentas e metodologias utilizadas. Reforça também a importância de integrar outros atores da sociedade nesse trabalho de registro, pois a publicação Conflitos no Campo Brasil é utilizada como ferramenta de luta pelas comunidades.

Foi apresentada a metodologia utilizada pelo Centro de Documentação, exposta a história do registro e, paralelamente, retomando a história da publicação. Ao resgatar alguns antigos relatos de conflitos da década de 90, Cássia propôs que os agentes experimentassem a ferramenta, partilhassem as dificuldades encontradas e orientou os passos ideais para que o relato contenha todos os elementos necessários.

Reginaldo Viana, coordenador da Articulação Camponesa de Luta Pela Terra e Defesa dos Territórios, ressaltou que o encontro foi importante, pois possibilitou compreender como registrar os conflitos na comunidade e como a publicação pode se tornar um instrumento político para embasar a luta das comunidades.

Pitágoras Carvalho, integrante do Núcleo de Estudos Agrários e Direitos Humanos da UFT, afirma que este espaço de formação é importante para fortalecer a documentação dos diversos conflitos na região e também de levar esse debate à universidade.  

 

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