COMISSÃO PASTORAL DA TERRA

 

Em 13 de setembro de 2013, 40 famílias reocuparam pela quarta vez o  território. No dia 14 pela manhã foram surpreendidos por um grupo de 5 pistoleiros armados de escopetas atirando em direção as famílias na tentativa de afugentar os camponeses e limpar a área onde estão acampadas. As 17h30min o acampamento é novamente atacado por 10 homens fortemente armados de escopeta disparando mais de 70 tiros em direção às famílias. 

 

Não conseguindo fazer vítimas desferiram os tiros em direção as panelas, destruíram os pneus de 4 motos deixando um rastro de violência, mostrando do que são capazes de fazer para atingir seus objetivos.

 

A fazenda Caxuxa Agro Pastoril pertence hoje a um grupo do Rio Grande do Norte, que usam as mesmas estratégias violentas na tentativa de expulsar as famílias. A certeza da impunidade mostra que a força das armas ainda funciona na tentativa de fazer valer a lei do mais forte.

 

Desde 2011 que o Incra, repassou o processo ao ITERMA para que fosse realizado a arrecadação da área,  mas até hoje o processo não foi concluído deixando as famílias jogadas nas periferias dos municípios de São Mateus, Alto Alegre e Bacabal.

 

Em 2009, eram aproximadamente 72 famílias camponesas as quais foram expulsas pela terceira vez do seu território seja através da pistolagem ou através de ação de reintegração de posse sem consistência. Comunidade tradicional, secular, vivia em uma área devoluta, de 1.485 há, conhecida como Campo do Bandeira, que o empresário, politico, pecuarista e integrante lista suja do trabalho escravo Biné Figueiredo, tentava incorporar a área à sua fazenda Caxuxa Agro Pastoril de 3.600 ha. Para tanto deu início a um processo perverso de expropriação e expulsão das famílias, através da truculência e da pistolagem.

 

A tensão e muito grande e pode haver mortes

A tensão é muito grande no local e há o temor de confronto em situação desigual e muitas pessoas podem morrer, entre elas idosos e crianças. A FETAEMA e CPT solicitaram providências urgentes a Ouvidoria Agrária Nacional, solicitando que um representante venha com urgência ao Maranhão. O fato foi comunicado ao bispo Dom Sebastião Bandeira, da Diocese de Coroatá, que está se deslocando para o local e pretende ficar ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras rurais de Alto Alegre. Há poucos dias, o Ouvidor Agrário Nacional encaminhou ao Comandante da Polícia Militar do Maranhão, correspondência solicitando providências urgentes sobre a participação de militares a serviço de políticos para perseguir lideranças quilombolas no município de Codó.

 

O Governo do Maranhão e o Sistema de Segurança Pública, que têm se limitado a omissão ou a proteção ao latifúndio, serão responsabilizados, caso sejam registradas mortes no local, disseram várias lideranças locais. Os fatos de Alto Alegre estão sendo divulgados para todos os segmentos de trabalhadores e trabalhadoras rurais do Estado. O problema é grave e podemos nos defrontar com consequências inimagináveis.

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