COMISSÃO PASTORAL DA TERRA

 

 

 

A luta histórica em defesa do homem e da mulher do campo, das águas e das florestas – principal marca da Comissão Pastoral da Terra (CPT) desde sua criação, em 1975 –, levou a agente pastoral da CPT no Acre, Darlene Braga, a vencer a primeira edição do prêmio “MP Atitude – Pequenas ações transformam o mundo”, na categoria Direitos Humanos, com o projeto “Acesso à terra e água: superação da violência”.

 

(Fonte / Imagem: CPT Acre)

A entrega do prêmio ocorreu nesta última sexta-feira, 19, na sede do Ministério Público do Estado do Acre (MP-AC).

Desde que chegou à CPT no Acre, no início dos anos 1990, Darlene Braga tem travado uma incansável e abnegada luta em defesa da causa que decidiu abraçar, ao ponto de, em certas situações, renunciar a interesses pessoais ou sacrificar-se em benefício de outros.

E foi com esse histórico, somado ao esforço para superar desafios e vencer obstáculos, que levaram a representante da CPT a vencer o prêmio “MP Atitude” na categoria Direitos Humanos. Uma vitória, por sinal, muito festejada por ela e por todos os envolvidos nas grandes causas da CPT.

A premiada Darlene Braga tem marcado seu trabalho na CPT com ênfase na defesa dos trabalhadores e trabalhadoras, além do apoio solidário às organizações das comunidades. No Acre, à frente da CPT, Darlene e a equipe da Pastoral acompanham, especialmente, as populações tradicionais, comunidades de ribeirinhos e seringueiros, além das comunidades que sofrem violências no campo.

Desde 2011, apos inúmeras denúncias contra fazendeiros e madeireiros, a CPT começou a sofrer perseguição. A sede da entidade sofreu inúmeros arrombamentos e seus agentes chegaram a ser ameaçados de morte, o que levou a equipe a ser incluída no Programa dos Defensores dos Direitos Humanos em nível Federal, já que o Estado não possui o programa.

Em 2017, a CPT conseguiu suspender inúmeras reintegrações de posse no Acre e no Sul do Amazonas, acompanhou trabalhadores presos, realizou formação e capacitação na temática de direitos, desenvolveu projetos sustentáveis para as comunidades, intermediou conflitos e conseguiu suspender títulos possivelmente grilados.

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O prêmio

O Ministério Público do Estado do Acre criou o prêmio “MP Atitude” com a intenção de reconhecer e valorizar práticas sociais de cidadãos, empresas e organizações governamentais e não governamentais que contribuíram de alguma forma para o aprimoramento da cidadania.

O Prêmio Atitude contou com dez categorias de avaliação e os projetos foram avaliados por uma comissão julgadora, composta por membros do MP acreano, pessoas da comunidade, representantes de organizações governamentais, não governamentais, comunidade acadêmica e comunicadores /jornalistas.

Foram 32 projetos inscritos nas categorias “Personalidade, Destaque Comunitário, Responsabilidade social, Destaque Ambiental, Inovação, Educação, Infância e Juventude, Saúde e Direitos humanos”.  Entre os nove vencedores, dois deles receberam o Troféu Inspiração.

Oswaldo D’Albuquerque destacou que a iniciativa representa a premiação da cidadania, do respeito ao próximo, da igualdade e da diversidade.

“Nosso objetivo é incentivar a promoção do amor, da fraternidade, da união de esforços, para promover uma cultura de paz e incentivar as belas atitudes, que muitas vezes ficam anônimas, para serem reconhecidas, compartilhadas e replicadas pela nossa sociedade civil e cada um de nós. É para reconhecer o trabalho de cada um que ajuda seu semelhante, para incentivar que essas boas práticas sejam replicadas e compartilhadas por todos”, destacou o procurador-geral.

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