COMISSÃO PASTORAL DA TERRA

 

 

 

Nesta última quarta-feira (7), durante a 37ª reunião da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd), aconteceu a sessão de Homenagem Paulo Freire. Além da homenagem, membros da CPT participaram de Roda de Conversa com o tema: “Comissão Pastoral da Terra – 40 anos: Educação Popular junto aos povos da terra e das águas”. Confira:

 

Foram homenageadas 12 instituições, indicadas pelos diversos Grupos de Trabalho da associação em  reconhecimento a Movimentos ou Instituições da área da educação que prestaram e prestam valiosas contribuições ao desenvolvimento da Educação Pública como direito de todos. A Comissão Pastoral da Terra (CPT) foi uma das 12 homenageadas indicada pelo GT Educação Popular.

Representaram a CPT no evento da ANPEd: Antônio Canuto, membro fundador da CPT, Nancy Cardoso, pastora metodista e agente da CPT na Bahia, e Jadir Morais, professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) e assessor da Comissão de Formação da CPT.  

Assim a CPT foi apresentada no ato da entrega da Homenagem:

“A Comissão Pastoral da Terra (CPT) nasceu em junho de 1975, durante o Encontro de Pastoral da Amazônia, convocado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e realizado em Goiânia (GO). Foi fundada em plena ditadura militar, como resposta à grave situação dos trabalhadores rurais, posseiros e peões, sobretudo na Amazônia Legal, onde a CPT sempre teve importante atuação. Ajudou a defender as pessoas da crueldade deste sistema de governo, que só fazia o jogo dos interesses capitalistas nacionais e transnacionais, e abriu caminhos para que ele fosse superado.

Ela nasceu ligada à Igreja Católica. No período da ditadura militar, o reconhecimento do vínculo com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) ajudou a CPT a realizar o seu trabalho e a se manter. Mas já nos primeiros anos, a entidade adquiriu um caráter ecumênico, tanto no sentido dos trabalhadores que eram apoiados, quanto na incorporação de agentes leigos e ordenados de outras igrejas cristãs, destacadamente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB.

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Os posseiros da Amazônia foram os primeiros a receber atenção da CPT. Rapidamente, porém, a entidade estendeu sua ação para todo o Brasil, pois os lavradores, onde quer que estivessem, enfrentavam sérios problemas devidos à cobiça sobre a terra e à fragilidade das relações de trabalho. Assim, a CPT se envolveu com os atingidos pelos grandes projetos de barragens e, mais tarde, com os sem-terra. A CPT esteve presente e atuante no processo de criação do MST, depois do MAB, do MPA, do MMC.”

Roda de Conversa

Na tarde de terça-feira (6), no GT 06 – Educação Popular, a Roda de Conversa se intitulou: “Comissão Pastoral da Terra – 40 anos: Educação Popular junto aos povos da terra e das águas”.

Em torno de 50 pessoas participaram muito ativamente desta  Roda, que teve falas de Antônio Canuto, Nancy Cardoso e Jadir Morais.

Canuto fez uma rápida apresentação do histórico da CPT. Nancy ressaltou como a educação faz parte de diversas ações desenvolvidas pela CPT, dando destaque às Romarias. E Jadir analisou a importância do trabalho formação desenvolvido pela CPT.

Vários dos presentes tinham ou tiveram relação com a CPT em algum canto do Brasil. As figuras de Dom Pedro e de Dom Tomás foram muito relembradas. Um dos participantes, professor Peixoto, inclusive lembrou que em 1983 o ponto alto da reunião da SBPC no Rio de Janeiro foi a Missa da Terra Sem Males, celebrada por Dom Tomás, acompanhada e aplaudida por ateus e comunistas e apresentada pelo ateu Darci Ribeiro que muito se emocionou.

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