COMISSÃO PASTORAL DA TERRA

 

 

 

Duas em Ouro Preto e uma em Macacos, construídas a montante, tiveram risco aumentado de dois para três.

 

(Fonte: Brasil de Fato – Edição: Pedro Ribeiro Nogueira | Imagem: UFMG/Reprodução)

Na noite desta quarta-feira, duas barragens em Ouro Preto (Forquilhas 1 e 3) e uma em no distrito de Macacos (B3/B4) da Mina Mar Azul, da Vale, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, entraram em risco máximo de rompimento. Com isso, as sirenes foram ativadas — pela segunda vez em pouco mais de um mês.

A alteração do nível de rompimento da barragem — de dois para três —foi feita pela Agência Nacional de Mineração (ANM), que emitiu o alerta por conta do fator de segurança de drenagem não ter sido atingido, mas não haverá retirada de moradores, como aconteceu em fevereiro nas áreas de autossalvamento em 16 de fevereiro, em Macacos. Desde então, 250 pessoas estão fora de suas casas.

A barragem de Macacos tem 3 milhões de metros cúbicos de rejeito e é feita a montante, assim como Brumadinho e Mariana. A Defesa Civil afirmou que cinco mil moradores de regiões secundárias — onde a lama demoraria uma hora para chegar —  devem ser treinados nos próximos minutos.

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As barragens estão com monitoramento 24 horas. À Folha de S. Paulo, Tatiana Sansi, líder comunitária de Macacos, disse que a situação é “super complicada” e que as pessoas estão em pânico. A Vale não está dando assistência para a comunidade. Tem gente passando fome, necessidades básicas estão sendo negadas”, afirma.

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