COMISSÃO PASTORAL DA TERRA

 

 

 

A polícia prendeu dois suspeitos de atirar contra camponeses que vivem na área conhecida como “Comunidade do Engenho”, em São José de Ribamar, neste domingo (18). O secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, esteve pessoalmente no local.

 

(Fonte: Agência de Notícias do Governo do Maranhão | Imagem: Reprodução/Andressa Zumpano)

A intenção dos suspeitos seria retirar à força os camponeses do local. Na quarta-feira, o Tribunal de Justiça do Maranhão suspendeu a reintegração de posse que havia sido determinada anteriormente pela 1ª Vara Cível da Justiça Estadual.

Mesmo assim, neste domingo, um grupo levou máquinas, tratores e caçambas para tentar retirar os moradores.

“Eles foram lá fazer uma reintegração de posse sem ordem judicial. E houve disparos de arma de fogo.  A comunidade chamou a polícia, que se fez presente, e identificou o suspeito de ser o autor dos disparos”, conta o coronel Aritanâ Lisboa, responsável pelo Comando de Policiamento de Área Metropolitana (CPAM II).  Não houve feridos.

O suspeito foi identificado como sendo o sargento da Polícia Militar Edson Silva. Outro suspeito, Rafael Diniz dos Anjos, também foi identificado, e ambos foram levados à Superintendência Especial de Investigações Criminais (Seic).

LEIA TAMBÉM: Desembargador no Maranhão denuncia pressão de jagunços ao visitar comunidade que seria despejada

Confira documentário sobre a Comunidade do Engenho:Filhos da Terra - grilagem e ameaça ao bem viver

O secretário Jefferson Portela disse que “vamos levantar as placas dos veículos utilizados para  responsabilizar os proprietários. Inclusive já pegamos aqui nomes de pistoleiros conhecidos há décadas envolvidos com questão agrária”.

Portela ainda falou da “gravidade e da ousadia” adotadas pelos suspeitos que intimidaram e ameaçaram o desembargador do Tribunal de Justiça Raimundo Nonato Magalhães Melo, que foi nesta semana à comunidade verificar a situação. Na ocasião, carros apareceram no local e passaram a tentar intimidá-lo.

“Mas nós estamos aqui em nome do sistema de Segurança para providenciar todos os atos de correção e atribuição de responsabilidade criminal a quem quer que seja”, acrescentou o secretário.

Policiais vão ficar na comunidade durante toda a noite para manter a situação sob controle.

Gostou dessa informação?

Quer contribuir para que o trabalho da CPT e a luta dos povos do campo, das águas e das florestas continue? 

Clique aqui e veja como contribuir