COMISSÃO PASTORAL DA TERRA

 

 

 

A Sem Terra Damiana Farias, de 46 anos, moradora do acampamento Gildásio Sales Ribeiro, localizado às margens da BR-367, entre o povoado de Vera Cruz e o município de Porto Seguro, foi morta na estrada que liga o lote onde trabalha à sede do acampamento. 

 

(Por Coletivo de Comunicação do MST na Bahia)

O corpo foi encontrado na sexta-feira, 22 de dezembro de 2017, e segundo os relatos das famílias, Damiana foi vítima de agressão física e morta a pauladas. Até então, nenhum suspeito foi indiciado.

Os trabalhadores Sem Terra contam que o local, onde ocorreu o assassinato, é de circulação aberta, sem o controle dos moradores do acampamento e das comunidades vizinhas, o que dificulta a identificação de um suspeito.

Os familiares de Damiana e a direção do MST na região aguardam o relatório da perícia com informações sobre o assassinato, porém exigem que as devidas averiguações sejam realizadas com responsabilidade e agilidade.

As famílias acampadas ficaram revoltadas com o ocorrido e no dia 23 trancaram a BR por quatro horas e exigiram Justiça. Na ocasião, cerca de 100 pessoas participaram da manifestação em denúncia aos altos índices de violência e a omissão da Justiça e do Estado em dar respostas concretas.

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Números

No primeiro semestre do ano passado, a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-BA) divulgou que 23,4 mil casos de violência contra as mulheres baianas foram notificados. Já em 2015, os números apontaram que nas regiões sul e extremo sul do estado 517 casos foram notificados.

O mais alarmante é que 30 das 70 cidades localizadas nestas regiões superam a estimativa de violência de Salvador, município que possuí um dos maiores números de habitantes de todo estado.

No extremo sul da Bahia, o MST segue mobilizado e exige que o caso seja averiguado com urgência.

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