COMISSÃO PASTORAL DA TERRA

 

O ator Osmar Prado está em Marabá, junto do Movimento Humanos Direitos (MhuD), do qual faz parte, para acompanhar os últimos acontecimentos relacionados à violência no campo na região sul e sudeste do Pará. Na manhã desta sexta-feira (28), o ator concede entrevista coletiva na sede da Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Marabá, às 11 horas, e depois segue para Pau D’Arco, onde 10 ocupantes de uma área morreram em uma ação policial em 24 de maio.

 

(Fonte: Correio de Carajás)

O intuito é denunciar os casos de mortes de trabalhadores rurais para que ganhem visibilidade nacional e internacional e sejam elucidados, a partir de pressão nos governos estadual e federal. Além disso, pressiona-se também para que haja resposta referente ao assentamentos em áreas de conflito.

No município, o ator e a comitiva do MhuD irão conhecer familiares das vítimas e companheiros dos ocupantes da área. Está previsto, ainda, que conheçam familiares também de Rosenildo Pereira de Almeida, uma das lideranças do local londe as mortes aconteceram – na Fazenda Santa Lúcia - e que foi assassinada posteriormente, em 7 de julho.

Apenas neste ano, 17 pessoas já foram mortas em decorrência de conflitos no campo nesta região. No último dia 10, A Polícia Federal prendeu temporariamente 11 policiais militares, dentre eles um coronel, e dois policiais civis suspeitos de envolvimento nas mortes de 10 trabalhadores rurais.

Ainda em maio, em um primeiro momento, a Segup informou que o relato policial preliminar era de que o grupo de posseiros recebeu com disparos de armas de fogo os policiais que foram ao local e que foram apreendidas onze armas, incluindo um fuzil 762 e uma pistola Glock modelo G25.

A instituição acrescentou, ainda, que os mandados para que os policiais estivessem no local foram emitidos em decorrência de investigação sobre homicídio, tentativa de homicídio e formação de quadrilha.

Os corpos foram removidos pelos próprios policiais que participavam da ação antes da chegada de equipe do Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves”. Pouco depois, pessoas que estavam no local passaram a relatar terem sido atacados pelos policiais. 

Essas informações e também o número elevado de pessoas mortas rapidamente chamaram a atenção da imprensa, órgãos de investigação e direitos humanos e movimentos sociais, que passaram a cobrar esclarecimentos.

Em junho, o CPC Renato Chaves entregou os primeiros laudos do caso. De acordo com a perícia, os coletes dos policiais não apresentaram vestígios de projéteis. A análise destacou, também, que dentre os mortos nove pessoas foram atingidas no peito e apenas uma mulher foi alvejada com tiro um lateral na cabeça. A Polícia Federal assumiu a investigação do caso e realizou a reprodução simulada dos fatos.

Enquanto ocorria a reconstituição, o trabalhador rural Rosenilton Pereira de Almeida, de 44 anos, foi executado a tiros em Rio Maria, distante 70 km de Pau D’arco. Não está descartada a possibilidade de os casos estarem interligados. (Luciana Marschall)

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