COMISSÃO PASTORAL DA TERRA

 

 

 

Nos últimos anos, a Amazônia se destacou pelo aumento da violência no campo. Ano passado foram registrados 61 assassinatos por conflitos no campo no país, sendo que 48 desses assassinatos ocorreram na Amazônia Legal. Em 2017, segundo dados parciais da Comissão Pastoral da Terra (CPT), esse número aumentou para 64 mortes no Brasil, sendo 49 apenas na Amazônia Legal.

 

(Fonte: MPPA* | Imagem: CPT Pará)

Para contribuir para a atuação das Promotorias de Justiça agrárias e promover o debate acerca dos conflitos na Amazônia, o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), promove nesta sexta-feira, 24, o evento de lançamento do livro “Atlas de Conflitos na Amazônia” no auditório Fabrício Ramos Couto (CEAF). O lançamento da publicação teve início às 10 hrs (horário local).

Proposto pelo Núcleo de Questões Agrárias e Fundiárias (NAF) e Comissão Pastoral da Terra, a publicação traz um mapeamento destes conflitos com levantamento de informações importantes para a atuação das Promotorias de Justiça agrárias, como os municípios onde eles estão localizados, nomes das comunidades, número de famílias impactadas, identidades (posseiros, sem-terra, indígenas, quilombolas) que disputam seus territórios, entre outras informações relevantes.

LEIA TAMBÉM: CPT e REPAM lançarão Atlas de Conflitos na Amazônia

Amazônia Protege: MPF lança projeto de combate ao desmatamento ilegal

Carta da Missão Ecumênica – Pau D’Arco, Pará

A produção do livro contou com alinhamento técnico do Centro de Documentação Dom Tomás Balduino, da CPT, com a assessoria do geógrafo Gustavo Ferreira Cepolini – professor da Universidade estadual de Montes Claros (Unimontes – MG), além do levantamento dos dados realizados por cada regional da CPT.

O Ministério Público promove a realização de encontros com os movimentos sociais para estabelecer aproximação para troca de informações, conhecimentos e saberes que possam contribuir à atuação das Promotorias de Justiça.

*Com informações da CPT.

Gostou dessa informação?

Quer contribuir para que o trabalho da CPT e a luta dos povos do campo, das águas e das florestas continue? 

Clique aqui e veja como contribuir