COMISSÃO PASTORAL DA TERRA

 

 

 

No último dia 25 de janeiro, Antônio Canuto, membro fundador da Comissão Pastoral da Terra (CPT), assessorou a segunda etapa da VI turma do curso de formação política para Cristãos Leigos e Leigas, que é promovido pelo Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara (CEFEP). Na oportunidade, ele abordou a realidade fundiária e agrícola do Brasil.

 

(Fonte: Assessoria de Comunicação da CPT | Imagem: CEFEP)

O assessor iniciou contextualizando o envolvimento da Igreja com a questão agrária no Brasil. Relembrou alguns documentos de bispos brasileiros preocupados com a possibilidade de o comunismo se estabelecer no meio rural, dado o tratamento que os trabalhadores recebiam. Depois destacou a Carta Pastoral de Dom Pedro Casaldáliga, "Uma Igreja da Amazônia em Conflito com o Latifúndio e a Marginalização Social", e os documentos dos primeiros anos dos anos 1970. "Y Juca Pirama, o índio aquele que deve morrer", "Ouvi os clamores do meu povo", e "Marginalização de um povo". Explicou ainda como surgiu a Comissão Pastoral da Terra (CPT) neste contexto. A seguir fez breves comentários sobre os documentos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de 1980, "Igreja e Problemas da Terra", e sobre o recente "Igreja e a Questão Agrária no início do Século XXI".

Depois desta introdução, Canuto pinçou alguns elementos da realidade agrícola e agrária brasileira destacando com mapas e quadros comparativos a concentração da propriedade da terra, o avanço do agronegócio com suas culturas, a desigualdade gritante que se vive no campo, consequência da concentração da propriedade.

Chamou a atenção ainda para os conflitos no campo e os números registrados pela CPT e para a realidade do trabalho escravo. Concluiu sua apresentação com leitura do texto de Cleber Busatto, Agro é Cídio.

A Formação

O Curso de Formação Política para Cristãos, Leigos e Leigas é promovido pelo Centro Nacional de Fé e Politica Dom Helder Câmara, sob a coordenação da Comissão Episcopal para o Laicato.

O Curso é desenvolvido em duas etapas presenciais de 15 dias cada uma. Este do qual Antônio Canuto participou é a segunda etapa do VI Curso, que teve início no dia 15 de janeiro. A formação é realizada em parceria com a Coordenação Central de Educação a Distância (CCEAD) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, que fornece certificados de extensão universitária.

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