COMISSÃO PASTORAL DA TERRA

 

Dada a importância da Amazônia no cenário nacional e internacional e pelo fato de nela se concentrar grande parte dos conflitos e da violência contra os homens e mulheres do campo, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) decidiu, em 2009, criar uma Articulação das CPT’s que atuam nos nove estados da Amazônia Legal: Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Juntos, esses Regionais têm como objetivo somar forças para realizar uma leitura mais adequada da realidade da região, buscando caminhos e instrumentos novos para enfrentar os desafios apresentados.

Ao longo deste tempo foram construídos consensos na leitura dos impactos sobre as comunidades amazônidas, causados pelas obras do governo federal nos programas PAC 1 e PAC 2, com apoio dos governos estaduais e municipais da região e de diversas frentes do capital que avançam sobre o território amazônico.


As demandas e propostas das comunidades foram levantadas através de um processo de consulta, realizado em encontros por grandes regiões e sistematizadas. Foram visitadas dezenas de comunidades em áreas de conflito.

Realizou-se um diagnóstico sobre a situação de desmatamento, monocultivos, mineração, hidrelétricas, agrocombustíveis e pecuária no entorno das comunidades acompanhadas pela CPT.

Um Encontro sobre Mineração ajudou a aprofundar e qualificar o debate sobre os impactos das atividades minerárias nas comunidades que a CPT acompanha. Constatou-se que grandes empresas mineradoras como a VALE e a ALCOA têm maiores poderes na região amazônica que o próprio Estado.

O processo de articulação das comunidades foi iniciado a partir de Encontros das Comunidades Tradicionais da Amazônia.

A Articulação Amazônia também deu-se “para dentro” da Igreja e a CPT faz parte da REPAM- Rede Eclesial Pan-Amazônica.

SAIBA MAIS SOBRE ESSA PARCERIA: Rede Eclesial Pan-Amazônica - REPAM

Carta Compromisso dos participantes do Seminário Laudato SÍ e REPAM

Em 2014, em São Luís, no Maranhão, realizou-se um encontro para debater grilagem de terras e regularização fundiária, a partir de experiências vividas pelas comunidades e de dados apresentados por estudiosos da Amazônia.

Em 2016, como forma de denunciar alguns dos conflitos sofridos pelas comunidades da Amazônia, a Articulação lançou o Relatório-Denúncia “Amazônia, um bioma mergulhado em conflitos”. Publicação que apresenta nove casos referentes aos estados da Amazônia Legal.

Ainda em 2016, as CPT's da Amazônia passam a compor o Comitê Internacional do VIII Fórum Social Pan Amazônico (FSPA), realizado na cidade de Tarapoto, em plena Amazônia Peruana. Evento cujo tema foi: “Territorialidade e Povos Amazônicos – Andinos; Cuidado dos bens da natureza e propostas alternativas e processos de resistência ao modelo de desenvolvimento capitalista” é o tema desta edição do evento.