COMISSÃO PASTORAL DA TERRA

 

 

 

A Romaria da Terra e das Águas do estado de Goiás, realizada no último sábado em Goianésia, reuniu cerce de 10 mil pessoas, sob o tem "Cerrado e Sustentabilidade".

 

 

“Quero lembrar o sentido profundo da Romaria da Terra e das Águas que realizamos aqui hoje, porque parece que muita gente ainda não tem noção do que é. A Romaria da Terra tem sua raiz naquela caminhada do povo que saiu do Egito, rumo à Terra Prometida. É uma caminhada para a conquista da terra, uma caminhada de libertação. A terra foi conquistada com muita luta, não só com o maná, que é como nossa Bolsa Família, mas com muita luta. Romaria da Terra não é piquenique, é memória, é continuidade daquela caminhada ”, assim falou Dom Tomás Balduino, conselheiro permanente da CPT, na homilia da XV Romaria da Terra e das Águas, que se realizou no sábado, dia 18, na cidade de Goianésia, diocese de Uruaçu, região norte de Goiás.

 

E acrescentou: “esta caminhada não é só dos católicos, nem só dos cristãos, mas de todos aqueles e aquelas, de qualquer etnia, de qualquer denominação religiosa, que estendam a mão a quem está caído á beira das estradas, a quem está em busca dos direitos que lhes foram negados.”

Com a participação de cerca de 10 mil romeiros, vindos de todo o estado de Goiás,  a Romaria da Terra e das Águas teve como tema: “Cerrado e Sustentabilidade” e como lema: “Eu vi, um novo céu e uma nova terra” (Ap 21,1). Além do Bispo Dioceseno, Dom Messias dos Reis Silveira, participaram também os Bispos da cidade de Goiás, Dom Eugênio Rixen e Dom Guilherme Werlang, bispo de Ipameri, e presidente da Comissão Episcopal de Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, da CNBB.

 

A organização da Romaria conseguiu envolver,  na sua preparação, as escolas estaduais e municipais da cidade que montaram painéis com as atividades feitas em classe, abordando o tema da preservação do Cerrado e o aproveitamento do lixo reciclado.

 

A Diocese incluiu na Romaria sua visão pastoral. A imagem de Nossa Senhora da Abadia de Muquém, padroeira da Diocese, foi trazida pelo bispo em helicóptero que sobrevoou diversas vezes  a multidão reunida, lançando pétalas de rosas. Na caminhada a imagem abriu o cortejo em cima do caminhão do corpo de bombeiros.

 A caminhada, desde o local da concentração na Lagoa Princesa do Vale, até a praça central da cidade, foi acompanhada pela figura dos Mártires da Terra presentes em estandartes e foi um longo ato litúrgico eucarístico.  Na praça diante da igreja do Coração de Jesus, onde se fez uma parada, foram plantadas quatro mudas de ipê, como sinal do compromisso com a preservação do Cerrado.

 

Segundo alguns participantes, foi uma romaria híbrida, que tentou fundir modelos diferentes de igreja. No final, o bispo Dom Messias, agradeceu à CPT, por respeitar o seu modo de ser. E Dom Guilherme, agradeceu Dom Messias pela diocese ter tido a coragem de assumir a Romaria, pois são poucas as que a querem assumir.

 

A próxima Romaria será realizada na Cidade de Goiás, em 2017. 

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