IMAGE Agentes da Campanha de Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo realizam encontro em São Félix do Araguaia (MT)
Sexta, 24 Abril 2015
A histórica cidade de São Félix do Araguaia (MT) recebeu entre os dias 21 e 23 de abril a primeira etapa do plano de formação de agentes da Campanha da Comissão Pastoral de Terra (CPT) de Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo de 2015....
IMAGE Governo lança portaria e recria “lista suja” do trabalho escravo
Quarta, 01 Abril 2015
Três meses após a revogação da “lista suja” pelo STF, uma nova portaria interministerial recria o cadastro de empregadores flagrados com mão de obra análoga à de escravo, utilizando a Lei de Acesso à Informação como amparo legal....
IMAGE Ainda a escravidão
Segunda, 30 Março 2015
Na Bahia, porta de entrada dos portugueses, resiste o sistema de trabalho colonial. Leia a história e veja algumas imagens de Marcio Pimenta:  
IMAGE CPT Bahia realiza semana de Mutirão Contra o Trabalho Escravo
Sexta, 27 Março 2015
O objetivo desse mutirão é dar visibilidade, por meio de atividades de conscientização junto aos trabalhadores e trabalhadoras, à questão do trabalho escravo. O Mutirão Contra o Trabalho Escravo acontece, também, em meio ao contexto de...
IMAGE Fiscais do trabalho são ameaçados no oeste baiano
Sexta, 27 Março 2015
Representantes na Bahia do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho visitam Barreiras hoje, 27 de março, para obter mais informações sobre as ameaças de morte contra fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego.     (Jornal...
IMAGE A decadência econômica do rio São Francisco
Quarta, 29 Abril 2015
Confira análise de Roberto Malvezzi, o Gogó, sobre a decadência econômica do rio São Francisco, desde a economia dos pequenos à exploração...
IMAGE 'SOS Velho Chico' alerta para a degradação do Rio São Francisco
Terça, 03 Março 2015
Ação foi realizada na última sexta-feira (27) nas cidades de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA). Protesto cobra tratamento do esgoto, antes de...
IMAGE Ato público em defesa do “Velho Chico” reuniu mais de 5mil pessoas
Segunda, 20 Outubro 2014
Na sexta-feira, 17 de outubro, mais de 5 mil manifestantes da região do médio São Francisco participaram do Ato Público em defesa do Rio, que...
IMAGE Situação do Rio São Francisco é tema de série de reportagens
Quarta, 03 Setembro 2014
O jornal O Globo publicou no mês de agosto uma série de reportagens, de autoria da jornalista Cleide Carvalho, sobre a situação do Rio São...
Seca ameaça 40 milhões de pessoas que dependem de seis bacias hidrográficas
Quarta, 03 Setembro 2014
Levantamento da Agência Nacional de Águas revela que problema ameaça nove estados e o DF.
IMAGE NOTA PÚBLICA - Mais ameaças contra agentes da CPT no Maranhão
Terça, 12 Maio 2015
CPT Maranhão divulga Nota Pública mais uma vez com denúncia de ameaças contra uma agente da pastoral e contra comunidades de quebradeiras de coco...
IMAGE Mato Grosso: Ibama apreende tratores usados na derrubada de 2,6 mil hectares
Sexta, 08 Maio 2015
Por meio do método de “correntões”, proprietário de fazenda desmatou área equivalente a 2.600 campos de futebol. O homem é reincidente e foi...
IMAGE CPT Santarém divulga Nota sobre atentado contra uma liderança do PDS Serra Azul
Quinta, 07 Maio 2015
A CPT em Santarém, no Pará, divulgou Nota denunciando emboscada contra Luiz Paulo da Silva, liderança no Projeto de Desenvolvimento Sustentável...
IMAGE NOTA DE REPÚDIO - Tentativa de intimidação e criminalização de membros da CPT Maranhão
Quinta, 23 Abril 2015
Confira Nota de Repúdio da CPT Maranhão sobre as seguidas tentativas de criminalização dos agentes da CPT no estado, que estão sofrendo...
IMAGE Após 70 anos, 'soldados da borracha' são indenizados
Quarta, 11 Março 2015
Quase 70 anos após o fim da Segunda Guerra, o governo federal começou a indenizar no dia 2 de março os "soldados da borracha", como ficaram...
IMAGE Grileiro desmata extensa área da União no Tocantins
Terça, 19 Maio 2015
Cenário de diversos conflitos fundiários nos últimos 10 anos, a gleba Tauá, extensa área da União localizada no município de Barra do Ouro...
IMAGE Carta Política do 1º Mutirão de Povos e Comunidades Tradicionais
Terça, 05 Maio 2015
1º Mutirão de Povos e Comunidades Tradicionais aconteceu no Território Indígena Xakriabá - Aldeia Brejo Mata Fome, município de São João das...
IMAGE 2º Encontro das Comunidades e Povos do Cerrado acontece em Luziânia
Segunda, 27 Abril 2015
Nesses dois dias de encontro, os 120 participantes já partilharam e ouviram muitos sons do Cerrado, histórias conflituosas e de resistência,...
IMAGE 2º Encontro das Comunidades e Povos do Cerrado
Sexta, 24 Abril 2015
Entre os dias 26 e 28 de abril acontecerá o 2º Encontro das Comunidades e Povos do Cerrado, no Centro de Formação Vicente Cañas, em Luziânia,...
IMAGE Seminário Internacional do Cerrado debate a preservação e destruição do bioma
Sexta, 17 Abril 2015
Evento aconteceu na Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás (UFG). Com a presença de representantes de movimentos sociais,...

Destaque

Conflitos no Campo Brasil 2014

A CPT tornam públicos os dados de conflitos ocorridos no campo no Brasil, no ano de 2014. Confira abaixo as informações:

 

 

- ESPAÇO PARA A IMPRENSA (releases e tabelas comparativas) 

 

- Tabelas com os dados ano a ano  

 

- O relatório Conflitos no Campo Brasil 2014, na íntegra. 

 

Mais informações:

 

Cristiane Passos (62) 4008-6406 / 8111-2890 / 9268-6837

Elvis Marques – (62) 4008-6414 / 8444-0096

Antônio Canuto (62) 4008-6412 


IMAGE Conflitos no Campo Brasil 2013
Sexta, 25 Abril 2014
A CPT torna público os dados de conflitos ocorridos no campo no Brasil, no ano de 2013. Confira abaixo as informações:   - ESPAÇO PARA A IMPRENSA (releases e tabelas comparativas)   - Tabelas com os dados ano a ano    - O...
IMAGE Conflitos no Campo Brasil 2012
Quinta, 18 Abril 2013
A CPT torna público os dados de conflitos ocorridos no campo no Brasil, no ano de 2012. Confira abaixo as informações:    - ESPAÇO PARA A IMPRENSA (releases e tabelas comparativas)   - Tabelas com os dados ano a ano    -...
IMAGE Conflitos no Campo Brasil 2011
Sexta, 04 Maio 2012
A CPT torna público,os dados de conflitos ocorridos no campo no Brasil em 2011. Confira abaixo essas informações:   - ESPAÇO PARA A IMPRENSA (releases e tabelas comparativas) - Tabelas com os dados ano a ano - O relatório...
IMAGE Conflitos no Campo Brasil 2010
Sexta, 15 Abril 2011
A CPT torna público,os dados de conflitos ocorridos no campo no Brasil em 2010. Confira abaixo essas informações:   - ESPAÇO PARA A IMPRENSA (releases e tabelas comparativas) - Tabelas com os dados ano a ano - O relatório Conflitos no...
IMAGE Conflitos no Campo Brasil
Segunda, 01 Agosto 2011
Para acessar as publicações abaixo, clique sobre a imagem de cada uma: * Somente nesse ano de 1989, a CPT fez duas publicações     Em 1985, como forma de denunciar esta realidade, os dados começaram a ser sistematizados e publicados....
IMAGE A CPT e as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) sobre a terra
Sexta, 13 Fevereiro 2015
O Congresso Nacional, nas últimas décadas criou várias Comissões Parlamentares de Inquérito, para tratar do tema terra. E a CPT foi convocada a...
IMAGE Refrescando a memória
Sexta, 13 Fevereiro 2015
A CPT foi criada em 1975. Era só uma comissão. Pouca gente tentando animar, articular, organizar os trabalhos que as igrejas faziam junto aos...

Transposição do Rio São Francisco: “Não há absolutamente nenhum benefício para a população até agora”

Recentemente, o governo federal anunciou que as obras de transposição do Rio São Francisco ficariam prontas até 2015. A promessa veio em meio a denúncias de lentidão nas obras, de sucessivos anúncios de aumento dos custos, de problemas no saneamento do rio e críticas de movimentos sociais sobre a validade da transposição para abastecer as famílias. Confira entrevista de Roberto Malvezzi, o Gogó, da Articulação Popular São Francisco Vivo e da Comissão Pastoral da Terra e pesquisador do tema, ao Portal Minas Livre, sobre a situação atual das obras, das alternativas de convivência com o semiárido e do trabalho da Articulação.

 

 

ML – Recentes anúncios do governo prometem que as obras de transposição do São Francisco devem ficar prontas em 2015. Além disso, o custo foi reajustado para R$ 8,2 bilhões, e deve ainda ter novo reajuste. Por que essa demora e por que o aumento dos custos?
RM - São várias as razões para o alongamento do prazo da obra e também de seus custos. A primeira, sem dúvida, é seu gigantismo. São 700 km de canais, que exigem escavamento, revestimentos, túneis, estações de bombeamento, construção de barragens e uma série de outras obras para fazer o seu todo. A segunda é que ela está sendo construída por lotes, 14 ao todo. Cada lote é feito por um consórcio de empresas. Então cada empresa tem seu ritmo e suas exigências, rompendo contratos, não realizando a obra devida, abandonando os canteiros, exigindo novas licitações, exigindo aditivos, o que gera uma descontinuidade total no conjunto. Muitas vezes, quando retornam, todo trecho feito anteriormente precisa ser refeito.

Terceiro – que só soubemos recentemente – a obra começou a ser realizada sem projetos executivos. Isso é tão grave que houve erros até no traçado da obra, como num túnel feito em um lugar quando deveria ter sido feito em outro. Esse último item mostra o açodamento para iniciar a obra, o que para nós só confirma que ela foi mesmo um pagamento eleitoral às empreiteiras, as únicas que ganharam – e estão ganhando – com essa obra gigantesca.

ML –  Houve muitas críticas da sociedade ao projeto de transposição. Há alguma participação social na gestão do projeto? Os movimentos e pessoas atingidas são ouvidos?
RM - Não há nenhuma participação da população. Aliás, repete-se toda a práxis das grandes obras do regime militar: povo alheio, obra imposta, más indenizações, relocações da população que tem sua vida mudada e não sabe mais o que fazer da vida, expectativa pela água que lhe foi prometida, assim por diante. Há um certo acompanhamento dessa população, particularmente no Eixo Leste, por parte da Comissão Pastoral da Terra junto aos atingidos. Mas, as ações de resistência são mínimas, já que as populações que tinham que ser relocadas, ao menos a maioria, já foram transferidas.

ML – Quantos trechos da obra já foram inaugurados e o que eles trouxeram de benefícios ou prejuízos para a população?
RM - Inaugurado apenas um, que é o trecho de tomada de água do Eixo Norte, próximo a Cabrobó, feito pelo Exército. Mesmo assim o sistema de bombeamento na captação de água ainda não está instalado. O nível de execução é variado de lote a lote, inclusive alguns tendo que ser refeitos.
O governo deu como concluído cerca de 40% da obra. Olhando a olho nu, achamos que está próximo da realidade, mas o detalhe é que questões mais difíceis, como os túneis para vencer o divisor de água entre Pernambuco e Paraíba, serão demorados e as obras estão muito atrasadas. Além do mais, está óbvio que o governo está investindo mais nas obras da copa do mundo que na Transposição.
Não há absolutamente nenhum benefício para a população até agora.

ML- Como você avalia a declaração de Dilma de que “para cada R$ 1 que colocamos na interligação [do Rio São Francisco], temos que colocar R$ 2 nas outras obras estruturantes articuladas com a obra da interligação”? Como estão as obras de convivência com o semiárido, como a construção de cisternas de placas?
RM  - Essa é uma questão chave. A Transposição, embora o marketing diga que vá abastecer 12 milhões de pessoas, na verdade apenas transfere água do São Francisco para os grandes açudes da região receptora, como o Castanhão no Ceará e o Armando Ribeiro no Rio Grande do Norte. Ela não faz a distribuição da água sequer para o meio urbano, muito menos para o meio rural.

Sempre criticamos isso. Então, aos poucos, o governo foi incorporando as críticas. Para fazer essa distribuição, que não estava prevista, é necessário um outro orçamento, ainda não feito. Dilma fala que para fazer as adutoras da distribuição será necessário um outro orçamento que é o dobro da própria Transposição. A verdade é que essa obra foi planejada para grandes interesses econômicos, não para saciar a sede do povo. Como ela está se comprovando longa, cara, inviável, o governo está buscando uma saída honrosa para o atoleiro que se meteu. Pensar em fazer a distribuição dessa água pode ser uma saída inteligente.

Por outro lado, as pequenas obras hídricas, como as cisternas, é que modificaram a relação da população com a seca. Se hoje não existe o genocídio humano de trinta anos atrás, se não há intensas migrações, nem necessidade de “frentes de emergência”, é porque o povo pode beber água e comer onde está, mesmo em meio à seca. A energia que chegou, os poços, as adutoras, as cisternas, as políticas de distribuição de renda, etc., ainda que não tenham resolvido o problema, até porque estamos longe de atingir um nível de difusão satisfatório, ao menos impediram que a tragédia humana voltasse a se repetir.

ML – Houve denúncias recentes de paralisação nas obras de saneamento do Rio no Norte de Minas. Essa situação se observa ao longo da bacia? Qual a realidade do São Francisco hoje?
RM - O saneamento é uma reivindicação da Articulação Popular São Francisco Vivo, num contexto geral de revitalização do rio e sua bacia. De fato, é onde o governo está pondo dinheiro. Outra reivindicação nossa são as adutoras e, premido pela seca, o governo tem feito rapidamente muitas adutoras importantes, como a de Guanambi, saindo do São Francisco e abastecendo aproximadamente 200 mil pessoas. Vamos sair dessa seca terrível mais infraestruturados do que entramos.

Acontece que existe uma promiscuidade histórica entre o dinheiro público e o capital privado. Um gestor da Codevasf nos afirmou pessoalmente que existem muitas empresas ruins, obras mal planejadas, o que acaba em obras inconclusas, desvios, perdas, onde o prejudicado é sempre o público, devido o sumiço do dinheiro público. A situação do saneamento ao longo do vale do São Francisco está nessa base. Por isso, a Articulação está propondo criar núcleos urbanos com a população envolvida para tentar fiscalizar essas obras, tentar fazer com que elas cheguem ao seu termo com qualidade. Não vemos outra possibilidade de efetivar o saneamento, tão necessário, a não ser dessa forma.

ML- O que é a Articulação São Francisco Vivo e como ela atua em relação à transposição do rio?
RM - A Articulação, como já diz o nome, é um conjunto de entidades, povos tradicionais, ONGs, Sindicatos, Pastorais, Igrejas, populações, etc., que decidiu fazer uma atuação conjunta para revitalizar o Rio São Francisco. O lema é: “São Francisco Vivo: Terra, Água, Rio e Povo!”

Tem uma equipe liberada para fazer esse trabalho de Articulação ao longo de todo Vale. São quatro pessoas mais um articulador geral. Porém, o que importa mesmo é o envolvimento dos interessados na vida do rio. E é muita gente.

Sabemos que o gesto profético de Frei Luis Cáppio apontava não só para os problemas da obra da Transposição, mas para o futuro desse rio, desse país, da humanidade. Afinal, que mundo queremos para nós e as próximas gerações? Nossa luta é nossa resposta.

Romarias

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